Durante o Carnaval Antecipado de Itabuna, encerrado na madrugada
desta segunda-feira, dia 26, a Prefeitura montou o Espaço Delas, iniciativa
voltada ao acolhimento, orientação e escuta de mulheres no Circuito Sabará. A
ação partiu da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS) e
funcionou como ponto de apoio para prevenção e enfrentamento da violência de
gênero ao longo da festa.
No estande, o público feminino contou com atendimento de assistente
social, psicóloga e advogada, além de informações sobre a rede de proteção
disponível no circuito. Além disso, pode fazer ou retocar a maquiagem e
produzir fotos para as redes sociais em painéis coloridos com temática
carnavalesca variada.
Advogada e procuradora jurídica do Centro de Atenção à Mulher Mariana
Domingas Santos (CAM Itabuna), Juliana Reis, explicou que o projeto surgiu por
iniciativa da primeira-dama Andrea Castro, com foco no empoderamento e na
prevenção de forma acessível. “Ela queria um espaço da mulher no circuito, um
espaço que seja de empoderamento feminino, mas também que trate de forma leve a
prevenção à violência”, afirmou.
Segundo Juliana, a proposta combinou acolhimento, informação e
valorização da autoestima. “A mulher que chega ao nosso espaço coloca uma
maquiagem, um brilho, tira fotografias, porque temos vários ambientes
coloridos, com plaquinhas de frases de empoderamento e de combate à violência”,
afirmou.
“Enquanto ela se arruma e brilha, também recebe orientações da nossa equipe sobre os canais de apoio no circuito”, disse. Entre as informações repassadas estavam a localização da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), da Patrulha Guardiã Maria da Penha e o suporte das forças de segurança”, acrescentou.
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A advogada destacou ainda que o Espaço Delas também funcionou como
ponto de acolhimento imediato em situações de vulnerabilidade. “Se essa mulher
chegar aqui abalada, tendo sofrido alguma coisa, a gente tem advogada,
assistente social e psicóloga para dar esse primeiro acolhimento até as forças
de segurança chegarem”, explicou.
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De acordo com a procuradora jurídica, apesar da grande procura nos
primeiros dias, não houve registro de casos de violência de gênero no circuito
que tenham chegado à equipe. “Pelo contrário, as mulheres estão se empoderando
e resistindo às importunações e aos assédios que porventura acontecem”,
concluiu.








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