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| Imagem de Paul Diaconu / Pixabay |
Ao todo foram efetuadas 26 cirurgias no dia 26 de fevereiro na mesma clínica
Existe uma regra informal (não obrigatória) sobre determinadas
cirurgias, onde por precaução os médicos normalmente a seguem, para evitar futuros
problemas para os pacientes. Um dos exemplos é a cirurgia de tímpano, onde o
médico normalmente opera apenas um ouvido e espera pelo menos um ano para operar o segundo.
Na cirurgia de catarata, normalmente os médicos mais precavidos operam
apenas um olho (ou deveriam), porque já está virando rotina casos de infecções
oculares que levam a cegueiras irreversíveis, incluindo a necessidade de
retirar o globo ocular (enucleação ou evisceração) com o objetivo de tratar a
doença, aliviar a dor e, frequentemente, preparar a órbita para uma prótese
ocular, visando reabilitação estética e funcional.
A infecção durante a cirurgia de catarata, conhecida clinicamente
como endoftalmite, ocorre principalmente quando bactérias entram no
olho durante o procedimento cirúrgico ou no período pós-operatório imediato.
Embora raro (menos de 1 em 1000 casos), é uma complicação grave.
Um dos casos que mais repercutiu na Bahia ocorreu em julho de 2009,
no município de Eunápolis, onde um mutirão de cirurgia de catarata deixou
dezenas de pessoas com cegueira. Investigado pelo MP-BA, o caso envolveu uma
clínica particular contratada pela prefeitura onde foram realizados procedimentos
em massa, (73 pessoas operadas), resultando em 42 vítimas confirmadas que
perderam a visão ou tiveram o sentido parcialmente prejudicados e acordos de
indenização.
Na ocasião, dois médicos faziam em média 20 procedimentos por dia. Laudos apontam que os pacientes foram infectados pela bactéria pseudomonas aeruginosa, originadas do solo. Conforme os laudos, os médicos não tomaram cuidados de higiene durante os procedimentos, como o uso de toucas na cabeça e nos pés, além de aventais cirúrgicos nos pacientes. CLIQUE AQUI e confira matéria do G1 da época.
Conforme informações do A Tarde, em Salvador, 26 pessoas fizeram cirurgia
de catarata no dia 26 de fevereiro na CLIVAN, uma clínica particular. Algo
aconteceu que resultou na cegueira de várias pessoas, sendo que a Secretaria
Municipal de Saúde (SMS) divulgou neste sábado, 28/03/2026, a confirmação de
duas novas vítimas, subindo para 13 o número de pacientes que perderam a visão,
após infecção. As vítimas estão passando por acompanhamento médico no Hospital
Geral do Estado (HGE) e no Hospital Santa Luzia, sem previsão de alta.
O texto abaixo foi
copiado do portal ATARDE:
Na próxima etapa do tratamento, os pacientes serão encaminhados
para reabilitação com uma equipe multiprofissional no Instituto dos Cegos da
Bahia.
Clínica segue interditada
A Clivan continua interditada e com contrato com a Prefeitura de
Salvador suspenso. Em nota, quando os primeiros casos surgiram, a clínica
afirmou que todos os protocolos técnicos e de biossegurança foram seguidos
com rigor, desde a avaliação pré-operatória até o acompanhamento pós-cirúrgico.
"A clínica realiza mais de 8 mil cirurgias por ano, mantendo
um histórico sólido de segurança, qualidade e excelência, o que reforça o
caráter pontual do episódio", defendeu.
OBSERVAÇÃO DO NOSSO REDATOR:
Existem riscos em todos os procedimentos cirúrgicos e cada paciente deve estar consciente disso e ficar atento. Na minha humilde opinião caso fosse necessário, eu faria a cirurgia de apenas um olho e esperaria pelo menos um ano para o segundo.







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