A Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria Municipal da
Educação e do Comitê Gestor do Programa Busca Ativa Escolar integrado por
representantes das secretarias municipais da Educação, Saúde e da Promoção
Social e Combate à Pobreza (SEMPS), vem se preparando, desde fevereiro, para a
realização do Dia D da Busca Ativa Escolar que acontecerá no dia 16 de abril,
às 14 horas, no auditório do Colégio e Curso Galileu, na Avenida Ilhéus, em
Itabuna.
O programa Busca Ativa Escolar é uma iniciativa do Fundo das Nações
Unidas para a Infância (UNICEF) para garantir que cada criança e adolescente
esteja na escola e aprendendo. Esse programa teve adesão do município em 2018 e
desde lá o Comitê Gestor realiza visitas domiciliares que têm o objetivo de
avaliar causas e motivos da interrupção dos estudos. Para que as visitas
aconteçam, a escola realiza a primeira etapa da busca identificando os alunos
infrequentes.
“Embora as unidades façam o trabalho diário de acompanhamento dos
alunos e constatem que a infrequência se dê em decorrência, também de mudança
da família de bairro, questões de saúde e da própria subsistência é preciso que
a sociedade esteja atenta e vigilante, uma vez que, ainda existem crianças e
adolescentes que não chegam sequer a serem matriculados,” enfatiza a
coordenadora do Comitê Gestor da Busca Ativa Escolar e professora da Secretaria
da Educação, Nara Bispo.
Pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, a frequência escolar
mínima exigida para os estudantes de 4 a 6 anos incompletos é de 60% enquanto
para estudantes de 6 a 18 anos incompletos que não tenham concluído a educação
básica é de 75%.
Por isso, o Comitê Gestor, por meio de diversas frentes de atuação,
procura conscientizar diferentes atores responsáveis pela inclusão escolar, e
também a sociedade em geral, sobre o problema da exclusão escolar e sugerir
planos práticos para chegar a uma solução.
“Pais e tutores e outras pessoas da própria família podem cooperar
no esforço para levar de volta às salas de aula crianças e adolescentes fora da
escola, muitas das quais em situação de vulnerabilidade ou risco social”,
afirma a coordenadora do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) da
SEMPS, Maria D’Ajuda Cavalcanti Lucas.
Segundo explicou, nas ações na área urbana e no campo é freqüente
encontrar crianças e adolescentes fora da sala de aula no horário escolar por
necessidade de trabalhar, por gravidez na adolescência, desinteresse, fatores
socioeconômicos, o que gera perdas educacionais, sociais e econômicas
profundas, afetando o futuro do jovem e a garantia de outros direitos.
Por esse motivo, no dia D da Busca Ativa Escolar, toda a sociedade é convidada
a pensar sobre a frequência escolar como garantia de direitos de crianças e
adolescentes.
A evasão escolar é a interrupção dos estudos antes da conclusão de
um nível de ensino, diferente do abandono (ausência temporária). Por isso, o Comitê
Gestor da Busca Ativa Escolar, também integrado por Manassés Moreira e Lisandra
Lima, supervisores da Secretaria Municipal da Educação, Patrícia Maria Souza
Oliveira e Vívian Monte, supervisores da Secretaria Municipal de Saúde, Maria
D’Ajuda e Raissa Ferreira, supervisoras da Secretaria Municipal de Promoção
Social, faz o alerta.







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